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Opinião

Nossa visita ao Taj Mahal n� 2

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Para conservação dos monumentos não é mais permitido que os ônibus a combustível poluente deles se aproximem. Assim deixamos nosso transporte a dois km do Taj Mahal e tomamos um outro, elétrico, para alcançá-lo. O acesso ao mausoléu não me foi possível na minha cadeira de rodas. Não entendi como, sendo movida a baterias, pudesse causar algum dano ao edifício. Mas, tive que obedecer e trocar a minha por uma normal, porém bastante estragada, pertencente ao local. Tive que alugar um mendigo para empurrar a cadeira, mas o essencial é que pude voltar a essa tumba que tanto me encantara quando a vi pela primeira vez que ai estive. À entrada existe um belo pórtico, construído em pedra vermelha e mármore branco, incrustado de pedras semi-preciosas, ladeado por dois minaretes e que se prolonga para os lados, por prédios com longas arcadas. Aí fica uma mesquita. Um canal ladeado de álamos e de um gramado verde contorna os caminhos de pedra que nos levam até o mausoléu. O Taj Mahal está construído sobre uma enorme plataforma de 6 metros de altura por 100 m² de área, tendo um esguio minarete em cada canto. É todo edificado em mármore branco. Seus muros e portais apresentam delicados entalhes que mais parecem rendas tendo, embutidas, gemas valiosas. No interior, sob uma belíssima cúpula toda esculpida, vê-se a réplica dos túmulos de Sha Jehan e sua esposa Muntaz, que estão na cripta. São preciosos, com arabescos e trechos do Corão desenhados entre pedras preciosas. Essa obra impressionante, que exprime tanta pureza, transmite-nos a força do amor que uniu para sempre esses dois soberanos que aí repousam para a eternidade. Daí fomos ao Forte de Agra, construído pelo imperador mongol Akbar. No seu interior, Sha Jeran construiu o Dinan-i-Khas, hall de audiências privadas e Khas-Mahal, e a Jasmim Tower, esplendorosamente gravados em mármore branco. Aí esteve preso Sha Jehan, pelo filho mais moço, depois que matou os irmãos para se apossar do trono. Nesse forte encontra-se a Mesquita da Pérola, considerada uma das obras mais lindas do mundo. Ao sairmos do hotel de Agra rumo ao Rajghat, o túmulo de Gandhi, conhecemos os ?sapwalas?, encantadores de serpentes. O Rajhat é um quadrilátero de cimento às margens do Jumna, onde estão guardadas parte das cinzas do Mahatma. Sentimos a veneração e reconhecimento que o povo consagra à memória desse homem que tanto lutou pela independência da Índia. Jaipur será nossa etapa seguinte. (*) É escritora.

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