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Opinião

Momentos de tens�o

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Mesmo sem existir segundo turno em quaisquer cidades alagoanas, o processo eleitoral 2008 está longe de terminar no Estado. Não só não terminou a efervescência típica das batalhas políticas como, nos últimos dias, em muito aumentou a temperatura no horizonte eleitoral. No olho do furacão estão as démarches de investigações sobre supostas fraudes eleitorais, numa sequência das medidas moralizadoras fartamente anunciadas e diligentemente implementadas pela Justiça Eleitoral em Alagoas. Não é o momento de se antecipar às investigações e culpar os acusados pelas supostas fraudes, ou tentativas de fraudar, antes de serem concluídos os processos em curso. O momento é de atenção e acompanhamento aos procedimentos das investigações, numa aposta cidadã de que tudo seja apurado e as medidas cabíveis tomadas, de acordo com a lei, e não - como o presidente do Supremo Tribunal Federal alertava noutra ocasião ? serem tomadas medidas ao sabor da opinião pública (naturalmente ávida por punições mais rápidas que o exigido pelos ritos legais e pelo bom senso). Firmeza e ponderação são qualidades que não podem faltar às autoridades nesta hora. Até porque as exacerbadas paixões, típicas das disputas pelo poder, podem estimular denúncias falsas ou equivocadas, mormente provocadas por pessoas ou grupos partidários eventualmente prejudicados (nem sempre de forma ilegal) pelo resultados das urnas. O mais importante, especialmente nesta quadra vivida por Alagoas, é garantir a exemplar aplicação da lei contra todas e quaisquer formas de manipulação do voto popular. Nosso Estado muito tem sofrido por falcatruas políticas, até então impunes, e esta luta renhida, em curso, contra a impunidade deve seguir adiante, com toda segurança jurídica e todo o rigor que a realidade exige.

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