loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

As mulheres e as elei��es de 2008

Ouvir
Compartilhar

As eleições de 2008 consagraram alguns avanços importantes na luta pela conquista da igualdade política entre homens e mulheres. E Alagoas registrou um bom exemplo disso. Nosso Estado elegeu o maior número de prefeitas de todo o País, em relação ao número de municípios. Foram 19 prefeitas, ou 18,7% do total, praticamente empatando com o Amapá. Para se ter uma idéia da importância desse resultado, em todo o Nordeste foram eleitas 231 prefeitas e 2.453 vereadoras, um número baixo se comprarmos com o de homens eleitos: 1.557 prefeitos e 14.149 vereadores. Mas, infelizmente, a política e suas instituições são esferas da vida social ainda tradicionalmente dominadas pelos homens. Os postos de poder público foram, durante muito tempo, ocupados exclusivamente por pessoas do sexo masculino, assim como os cargos de direção nas organizações partidárias, que se formam e se estruturam para disputá-los. As cotas por sexo para as candidaturas aplicadas a todos os partidos ajudam, em certa medida, a superar esta dificuldade inicial. Mas esta não tem sido preenchida, assim como a representação feminina nas prefeituras e câmaras municipais ainda é muito pequena. Em outras palavras, o desempenho eleitoral dos homens é melhor do que o das mulheres. E, para um País que almeja reduzir as desigualdades sociais, inclusive de gênero e sexo, temos muito que avançar. Cabe a nós refletir e estudar as causas desta desproporção entre homens e mulheres, seus aspectos culturais e propriamente políticos para, quem sabe, um dia, superarmos um dentre muitos aspectos da desigualdade política no Brasil. Nas eleições municipais deste mês, mais uma vez as mulheres foram maioria no eleitorado. De um total de 130.604.430 eleitores, 51,73% são mulheres. Apesar disso, elas foram minoria das candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador em nível nacional: 21,27%. Uma participação um pouco menor do que nas eleições de 2004, quando representavam 21,31% dos candidatos. De 14.629 candidatos a prefeito, as mulheres representaram 1.639 candidaturas, o equivalente a 11,20%. Nas candidaturas ao cargo de vereador, o percentual foi relativamente homogêneo, com média nacional de 21,57%. Como se vê, ainda há muito por fazer. É preciso incluir, cada vez mais, as mulheres na tomada de decisões nos campos da política e da economia. E encontrar formas de garantir, na Lei, e na vida real, a conciliação do trabalho com a vida familiar. Isto tudo sem deixar de cuidar de medidas elementares, como o combate ao tráfico e à violência contra as mulheres e crianças. (*) É senador pelo PMDB de Alagoas.

Relacionadas