História
Construtores de Alagoas LXXXVIII
“Fora da caridade não há Salvação” – Allan Kardec. Frase lapidar do mestre do espiritismo. Manoel Coelho Neto teve como professores Jayme de Altavila (pai), Graciliano Ramos e Sebastião da Hora. Formou-se muito jovem, com 21 anos, na Escola Normal. Foi trabalhar em Piranhas, depois transferiu-se para Igreja Nova, através do mestre Medeiros Netto, então secretário de Educação. Trabalhou na Escola Técnica Federal. Antes de se aposentar, foi trabalhar na empresa de seu amigo português Morgado Pinto.
Em seguida, iniciou suas atividades na Velhice Desamparada (Lar Francisco de Assis), onde atuou durante 30 anos, junto com seu amigo lusitano. Foi presidente da Velhice Desamparada, do Lar São Domingo, da Federação Espírita e, ainda, de um lar de crianças desamparadas - Sementes do Amanhã.
Acumulou esses cargos até quando sua saúde não mais permitiu, ficando apenas com o Lar Francisco de Assis até o seu descarne, deixando dias antes a federação, onde permaneceu por 33 anos.
Para o Lar São Domingos, indicou a dra. Gilva Ramos, sua grande amiga. Toda a sua vida, dedicou-se ao espiritismo. Seus lemas eram: Fazer o Bem Sem Olhar A Quem e Fora da Caridade Não há Salvação.
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O saudoso ex-governador Divaldo Suruagy o ajudou na sua grande obra de caridade, assim como o ex-governador Lamenha Filho, dr. Sarmento, dr. Finito, dr. Gilson Albuquerque, dr.Girvan Cardoso, professor Douglas Apratto Tenóro, sr. Bernardino, dono do Pneus OK, professor Luiz Pereira, presidente da Federação, dona Gilza, dona Elizabeth Tenório, dr. Eurides Porangaba, dr. Geraldo Sampaio, Ricardo Mota, Edgar Tenório, tenente Bispo, dr. Fernando Melro Ressurreição, dr. Divaldo Pereira Franco, e muitos outras figuras notáveis da sociedade alagoana.
Manoel Coelho Neto foi, em vida, espírita de convicção em prol dos desamparados. Viveu e conviveu no âmbito de seus 83 anos em várias instituições de caridade. Enfim, mostrou seu lado de bondade acoplado à fé em Allan Kardec. Caminhou de cabeça erguida, deixou marcas indeléveis de seu trabalho espirita. Merece, pois, que seja seguido seu exemplo, sua dedicação àqueles que estavam a precisar de sua caridade. Descanse em paz, Manoel Coelho Neto.