Editorial
Amor e acolhimento
O Tribunal de Justiça de Alagoas está realizando nesta semana mais um Encontro Estadual de Adoção. O objetivo é orientar e conscientizar a população sobre a importância de adotar e assegurar o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar.
O Brasil enfrenta um paradoxo nesse campo: enquanto mais de 35 mil pretendentes habilitados aguardam a oportunidade de acolher uma criança, cerca de 5 mil menores permanecem em instituições de acolhimento, à espera de uma família.
A discrepância entre o número de pretendentes e o de crianças disponíveis para adoção não se deve à falta de interesse, mas sim à incompatibilidade de perfis. A maioria prefere meninos e meninas de até 8 anos, especialmente na faixa de 2 a 4 anos. Entretanto, a realidade mostra que a maior parte dos menores disponíveis para adoção é de adolescentes, pertencentes a grupos de irmãos ou com algum problema de saúde.
Esse descompasso revela a necessidade urgente de políticas públicas e campanhas de conscientização que incentivem a adoção tardia e a aceitação de perfis diversos. Além disso, é essencial que o processo de adoção seja mais ágil e menos burocrático.
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A adoção deve ser vista não apenas como um ato de amor, mas como uma responsabilidade social de oferecer um lar e uma família a quem mais precisa.