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Corrida pela energia

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Em reportagem publicada em sua edição de domingo passado, 9 de novembro, o jornal britânico The Guardian informa que, nos Estados Unidos, está em fase adiantada o projeto de construção de miniusinas atômicas destinadas a fornecer eletricidade para residências, e em cerca de cinco anos esse produto estaria no ponto de ser colocado no mercado. A previsão é que cada miniusina atômica ? descrita pela reportagem como do tamanho de ?uma barraquinha de cachorro-quente? ? possa responder pela alimentação elétrica de 20 mil residências. Segundo os repórteres John Vidal e Nick Rosen, o projeto está sendo tocado pelo centro governamental de pesquisas nucleares de Los Alamos, endereço responsável pela confecção da primeira bomba atômica, ainda nos idos da 2ª Grande Guerra Mundial. A matéria informa ainda que ?as miniusinas sairão seladas de fábrica, sem conter partes móveis ou materiais de cunho armamentista. Os inventores afirmam que será praticamente impossível roubar as instalações, já que elas serão fixadas no concreto e enterradas no subsolo. Um acidente parecido com o de Chernobyl também é descartado pelos fabricantes, justamente pelo fato de o equipamento ser uma peça única, sem opção de desmonte?. Seria mais um factóide plantado no fértil campo dos anseios mundiais por soluções práticas para a anunciada crise energética? Pelo sim, pelo não, o fato é que, em todo o mundo, cientistas estão, há anos, pondo cabeça para trabalhar dobrado em busca de inovações no segmento energético. E, mesmo com todos os perigos, a opção nuclear tem se fortalecido na busca por saídas práticas para este dilema contemporâneo. Sejam microusinas, sejam outras alternativas, o fato é que novas opções surgirão e o Brasil, repleto de potenciais gigantescos, não pode perder oportunidades nessa corrida pelo futuro.

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