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Opinião

Id�ias ao vento

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Vez por outra, no meio do debate sobre o agravamento da insegurança pública em Alagoas e, especialmente, em Maceió, a questão das novas tecnologias surge como sugestão ? mas, infelizmente, logo some da pauta. Talvez porque o debate tem sido pobre, na maioria das vezes pouco ultrapassando as barreiras das manifestações de indignação e das declarações de (boas) intenções, pouco ou quase nada é aprofundado em relação a propostas concretas como partes integrantes de um projeto mais ousado de combate ao crime organizado. Nesse cenário de muitos protestos, choro e ranger de dentes, pouco ou quase nada se avança. No segmento do uso da tecnologia como importante elemento de apoio à ação policial, a indigência do debate faz suas vítimas. Por exemplo, além das reclamações e das lembranças acerca das promessas, a quantas anda a proposta de instalação de câmeras em vários pontos de Maceió? Em todo o mundo, os sistemas de controle visual urbano tem auxiliado muito na prevenção e no esclarecimento de crimes. Graças aos ?olheiros? eletrônicos, são coibidos desde infrações de trânsito até assaltos e seqüestros. Em metrópoles do primeiro mundo, como a britânica Londres, os guardas de trânsito ficam de olho nas telas de TV e quando saem à rua já vão com endereço certo e multa pré-definida. O mesmo sistema funciona no combate às gangues de rua e para a prevenção de atos terroristas. Se não temos condições de cobrir toda a cidade como nas principais cidades americanas e européias, certamente temos condições de cobrir parte de nossa área urbana, acompanhando, pelo menos, locais onde os bandidos têm se acostumado a agir. Câmeras urbanas são apenas um exemplo, mas muitas outras sugestões seguem à espera de debate e projetos. Enquanto isso, os bandidos não perdem tempo.

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