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Opinião

A avalia��o indispens�vel

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Fundamental discutir a avaliação da educação superior. Da trajetória duradoura empreendida pela Capes em avaliar desde 1976 a pós-graduação dos mestrados e doutorados, passando por processos estabelecidos nos anos 80 e pelo Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (Paiub) de 1993, chegamos à década atual com a construção de uma metodologia avaliadora mais múltipla, mais complexa: o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Criado em 2004, o Sinaes integra, sob a coordenação de uma Comissão Nacional e do Inep, mecanismos diversos com norte na avaliação de uma tríade essencial no âmbito da educação superior, em nível de graduação: as instituições de ensino, os cursos e seus estudantes. Desse Sistema, as mais conhecidas ramificações são o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e o recentemente divulgado Índice Geral de Cursos (IGC), sem contar nos permanentes trabalhos avaliadores internos. Avaliar é exercício complementar ao planejamento, é se lançar em um itinerário por vezes precário, mas sempre indispensável. É se expor, desnudar-se diante de resultados que serão capazes de redimensionar, espera-se para melhor, nossos horizontes. Podemos admitir a incompletude deste processo, devemos questionar seus percursos e finalidades, é imperioso que nos posicionemos crítica, responsável e construtivamente diante dos métodos de avaliação, todos intrinsecamente imperfeitos. Porém, o puro boicote, a oblíqua negação do caráter imprescindível e a cega posição refratária quanto à existência desses mecanismos não nos conduzem a lugar algum. Ou melhor, levam-nos à impossibilidade de comparação, manifestando-se como obstáculos, no mínimo, à autocrítica. Reafirmo isso, naturalmente, em relação à avaliação de nossa universidade. Reconheço as imperfeições do Sinaes e de seus instrumentos, mas valorizo paralelamente suas inúmeras e imensuráveis virtudes, únicas em nossa história, em nosso projeto de Nação. Quando, por exemplo, um estudante se recusa a responder com franqueza ao Enade, está minando nossa capacidade institucional de (re)trilhar o caminho rumo à consolidação, já tardia, da educação superior em Alagoas. Detalhe: sem o IGC jamais teríamos parâmetros para situar níveis de atuação e inserção da Ufal, classificada como regular entre outras federais. Decepção com nota baixa? Jamais! Ânimo redobrado para o trabalho, compromisso reafirmado com a qualidade da Ufal, e nosso inadiável desenvolvimento. (*) É reitora da Ufal.

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