Opinião
A crise na vis�o de um otimista
Ousadia, criatividade e entusiasmo são palavras-chave no mundo empresarial. Para nós, filhos de Oviêdo Teixeira, respeitado empresário sergipano, cujo mérito foi deixar aos herdeiros um legado de caráter e honestidade, essas palavras são praticadas há mais de 50 anos. Quem já viveu as crises (Plano Bresser, Cruzado, crise asiática, argentina, russa, crise mexicana ? estas últimas no governo FHC, quando o dólar chegou a R$ 4,00 reais), já viu a moeda mudar várias vezes, com o corte de 16 zeros, e passou pela ditadura de forma atuante, pois apoiávamos colegas perseguidos pelos militares, todos do MDB, única opção partidária de oposição à Arena. Corríamos riscos porque dávamos empregos e abríamos nossas casas. Já éramos empresários. Enfim, quem passou por tudo isso, só pode ser otimista no atual momento. Ouvíamos o saudoso Oviêdo contar sobre a crise de 1929. Numa viagem a São Paulo para comprar material para sua loja, viu a São João com a Ipiranga tomada por fumaça e cheiro de café torrado. Foi informado que era o governo de Getúlio Vargas queimando o estoque do produto. A economia do Brasil era agrícola. Na exportação, 20% era açúcar e 80% café. Imagine, hoje, se o governo mandasse queimar aviões da Embraer, jogasse fora a produção da Petrobras, a soja, automóveis, os minérios da Vale e milhões de moradias, frutos do enorme crescimento da construção civil. São milhares os produtos de exportação. Nunca tivemos uma reserva cambial de US$ 210 bilhões de dólares. Quem imaginaria, há 10 anos, que o Brasil não dependeria do FMI. Temos a Floresta Amazônica, a maior reserva de água potável, o pré-sal. Continuamos a investir na construção civil. Nossa família não tem conta na Suíça. Tudo que conquistamos, investimos na Norcon, pois ela é a nossa vida, minha e de Luiz Teixeira, é nosso coração. Temos patrimônio de R$ 800 milhões de reais, avaliado pela CB Richard Ellis (consultoria internacional), fato que nos conforta em tempos de crise porque temos garantias. Respiramos nosso negócio, amamos o que fazemos. Entendemos que nos cercar dos bons e dos competentes é a garantia para crescermos de forma sustentável. Aprendemos a ousar e ter entusiasmo, mesmo nas crises. Trabalhar com humildade, ética e transparência. Viva quem trabalha sem medo, com otimismo, produzindo o bem!. (*) É economista, presidente do Conselho de Administração da Norcon e um dos sócios fundadores da construtora.