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Celebração

Academia Alagoana de Letras em Festa

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Cada admissão de novo membro no quadro de sócios efetivos da Academia Alagoana de Letras representa muito mais que simples ampliação de seu corpo intelectual, trata-se de verdadeiro sopro de renovação, reencontro com a própria razão de existir da instituição: cultivar a palavra, valorizar o pensamento crítico e preservar a memória cultural, sem jamais perder de vista o dinamismo do tempo presente.

Ao ser acolhido, o novo confrade ou confreira, carrega consigo não apenas sua obra e trajetória, mas também a energia das possibilidades, a inquietude criadora e a força dos sonhos ainda em ebulição.

É como se, com sua posse, a Casa das Casas das Alagoas rejuvenescesse um pouco, iluminada pela esperança de novas propostas, revitalização de ações culturais adormecidas e estímulo ao diálogo cultural.

Esse ingresso simboliza a continuidade de uma missão literária e cultural que precisa ser perene, mas também renovada, pois ideias frescas, olhares distintos e compromissos contemporâneos ganham lugar entre as vozes já consagradas, garantindo que a tradição não se torne estagnação, mas alicerce firme sobre o qual se edificam novas formas de expressão e envolvimento social.

Assim, a presença do mais recente membro efetivo, o pesquisador e escritor Claudemiro Avelino, não apenas enriquece a mansão de Jorge de Lima, com sua contribuição pessoal, mas impulsiona o coletivo a revisitar seus próprios ideais, a modernizar práticas e a ampliar sua presença na sociedade.

Revitalizar não é romper com o passado, é torná-lo vivo, pulsante, inspirador. E nesse contexto, a juventude das ideias, mesmo quando vinda de mentes experientes, é o que assegura a longevidade e a relevância de qualquer casa de letras.

Assim, esta Academia centenária, feita de alma e papel, onde o ofício é arte, o silêncio é música, e cada cadeira é um altar de memórias, também pertence a Avelino. Portanto, celebrar sua chegada, é abrir as portas ao futuro, com a nobreza de quem honra o passado e a coragem de quem ousa escrever, todos os dias, uma nova página da história.

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