Editorial
Ameaça concreta

O tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros traz impactos imediatos e preocupantes para Alagoas. O setor sucroalcooleiro, principal motor das exportações do Estado, está no centro da tempestade. A medida afeta diretamente empregos, investimentos e a estabilidade econômica local.
A reação da Federação das Indústrias de Alagoas é coerente ao classificar a medida como injustificável. Dados mostram que os Estados Unidos foram, em 2024, o terceiro maior destino das exportações alagoanas, superando US$ 61 milhões. A nova tarifa, portanto, é uma ameaça concreta ao setor produtivo alagoano e à sua balança comercial.
Frente a esse cenário, o governo brasileiro acerta ao buscar uma resposta firme, mas equilibrada. O Presidente Lula, ao anunciar que acionará a Organização Mundial do Comércio (OMC) e reunirá empresários para discutir alternativas de mercado, adota uma estratégia que valoriza o diálogo e a diversificação. O desafio será encontrar um caminho que proteja a indústria nacional sem desencadear uma escalada que prejudique ainda mais a economia.
A defesa dos interesses brasileiros passa por articulação diplomática eficiente, mas também por medidas internas de fortalecimento da competitividade. Em tempos de incerteza global, é preciso resiliência e estratégia.