Opinião
O tempo em nossa vida
Como o tempo corre! Parece que foi ontem que janeiro começou e já chegou dezembro. Dezembro é o mês do balanço em nossas vidas. O que eu fiz de certo ou errado? As doenças que tive e que poderiam ter sido evitadas se eu tivesse mais cuidado com o meu corpo. Os atos que pratiquei pelos quais eu prejudiquei alguém; dívidas adquiridas sem necessidade. Enfim, dezembro é o mês de avaliação e de ajustes. O que ganhei e o que perdi? Os anos chegam e se vão. E nessa marcha e contramarcha do tempo, o homem continua buscando o caminho da felicidade. E a procura por toda a parte quando, na verdade, ela está dentro dele. Porque, com organização, o tempo bem distribuído dá para tudo. É até bíblico: ?Debaixo do céu há tempo para plantar e tempo para arrancar a planta. Tempo para destruir e tempo para construir. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para procurar e tempo para perder?. Apesar de tudo, neste mar difícil que é o mundo, é preciso navegar e jamais deixar cair os remos do barco da vida. As ondas do mar nos advertem constantemente acerca da transitoriedade das coisas diante do tempo, quando tentamos construir algo sobre a areia movediça. Somos apenas um ser que viaja no comboio do tempo, correndo ao longo do tempo, através de cuja janela vamos assistindo ao constante desfilar do ontem e do hoje pelos caminhos que nos conduzem às incertezas do amanhã. Espero que o seu ?balanço? de fim de ano seja bom, bem positivo. Se nem todos podem fazer de sua dor um poema como queria Goethe, tão pouco um cântico de louvor aos dias de ontem, renovemos, então, a lembrança da esperança num canto de fé no futuro. Os anos chegam e se vão como a nossa própria vida, repito. E nessa caminhada terrena o homem se perde por optar por caminhos errados saindo freqüentemente dos seus limites. Na vida melhor faz quem sabe escolher a estrada sem curvas e sem atalhos. A vida é feita de momentos. Com a ajuda de Deus vamos nos despedindo do ano de 2008. Dezembro chegou. O último mês do ano. Ficamos a recordar momentos felizes vividos com parentes e amigos e sentido pela partida de alguns deles, que deixamos ao longo do caminho em busca da eternidade. O mundo vai mudando a cada ano. Conflitos mundiais, violência, drogas, desajustes familiares, tecnologia avançadíssima e só nos resta apelar para o Cristo que é manso e humilde de coração, para fazer o nosso coração semelhante ao dele, pleno de alegria e de esperança, de misericórdia e de amor. (*) É médico (e-mail: [email protected]).