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Opinião

Seguran�a afundada

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Raso ao ponto de nada reter, o Fundo Especial para a Segurança Pública de Alagoas, ao exibir seu saldo zero, é a comprovação das dificuldades para a implementação de algum novo tipo de política pública para este segmento essencial. Virgem de depósitos, o fundo em questão enxerga no caixa do Detran seu príncipe encantado, só que este até agora não se mexeu para dar o beijo na bela adormecida (o fundo), que segue em seu sono eterno, enquanto o crime organizado (e desorganizado) dá um baile daqueles. As declarações contraditórias das autoridades em relação ao fundo adormecido e suas possibilidades de captação de recursos deixam claro, infelizmente, uma desarticulação estratégica que em nada contribui para edificar algum tipo novo, alguma tática inovadora, de enfrentamento conseqüente à desenvoltura dos criminosos em nosso Estado. Enquanto isso, seguem as reuniões do Conselho Estadual de Segurança Pública, onde, diga-se de passagem, desenvolvem-se debates do mais alto nível. A grande questão é a inexistência de uma ponte, um viaduto, ou mesmo um atalho, entre a teoria e a prática; entre a democracia real do fórum e o estabelecimento de algo diferente e renovador em termos de procedimentos entre todos os segmentos envolvidos no combate ao crime em Alagoas. E neste cenário paira no ar uma pergunta que não quer (e não pode) calar: é o dinheiro o único problema a ser superado para que resultados positivos aflorem nas estatísticas da segurança pública? E daí decorrem mais indagações preocupantes: isso significa dizer que sem mais milhões Alagoas estará entregue à própria sorte? Não há nada de novo a ser feito sem dinheiro suplementar? Novas políticas públicas (usando os atuais recursos) nem pensar? Nesse ínterim, despreocupados com teses e fundos, os bandidos vão dando as respostas práticas.

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