História
Construtores de Alagoas XCIX
A série que estou a escrever na Gazeta de Alagoas chega à marca de 99º artigos. Desta feita, trago à tona o genial Graciliano Ramos de Oliveira, nascido no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo. Filho do comerciante Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos, se transferiu posteriormente para Viçosa, onde estudou no Internato Alagoano. Ali, estreou na literatura em 1904.
Depois, mudou-se para Maceió (1905) para estudar no famoso estabelecimento de ensino do Professor Agnelo Barbosa. Estou francês, inglês e italiano. Elegeu-se prefeito de Palmeira dos Índios em 07 de janeiro de 1928. Renunciou ao cargo, enviando ao então governador Álvaro Paes, seu famoso relatório. Migrou à Cidade Maravilhosa, lá trabalhando em diversos jornais. Voltou anos depois à terrinha, onde foi nomeado diretor da Imprensa Oficial. Hoje, ostenta seu honrado nome em memória do jornalista-escritor, romancista, que escreveu obras nacionais com sua privilegiada inteligência.
Estando em Palmeira dos Índios em 21 de outubro de 1915, aos 23 anos de idade, casou-se com Maria Augusta de Barros. Em 16 de fevereiro de 1928, agora indo para segunda núpcias, contraiu matrimônio com Heloisa Medeiros. Em 1930, veio fixar residência em Maceió. Demitiu-se do Cargo de diretor da Imprensa Oficial em 26 de dezembro de 1931.
No início de 1932, encontrando-se em Palmeira do Índios, iniciou e concluiu o livro São Bernardo, o seu segundo romance, em boa parte escrito na sacristia da Igreja Matriz da cidade. Em 18 de janeiro de 1933, foi nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas. Em 1936, foi preso por determinação do governo Getúlio Vargas acusado de ser comunista.
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Obteve liberdade em 13 de janeiro de 1937. Seu romance Memórias de Cárcere surgiu em 1953. O seu livro Angústia, o seu terceiro romance, em 1936. Em 1938, lançou Vidas Secas. As obras Vidas Secas, São Bernardo e Memórias de Cárcere foram transformadas em filmes de grande repercussão nacional.
Graciliano deixou a frase célebre: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso: a palavra foi feita para dizer”. Ele se notabilizou quer como romancista, quer como administrador público, criando o programa da merenda escolar.