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Na avaliação de um ano de atividades do Conselho Estadual de Polítca Energética (Cepe), a mais importante conclusão é que Alagoas agora tem uma política energética. Governante com sensibilidade para o tema, Teotonio Vilela Filho sancionou, em 31/10/07, a Lei 6.878 criando o Cepe para assessorá-lo nessas decisões. O suporte para isso ficou à cargo do secretário Luiz Otavio Gomes, a quem coube a pasta do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística. Alagoas sempre dependeu da energia elétrica da Ceal e esqueceu que energia é visão mais ampla que eletricidade. Petróleo, gás natural, bagaço de cana, álcool, gasolina, óleo combustível, diesel, eólica, solar, lenha, são energéticos que não precisam gerar eletricidade para cumprir seu papel de realizar trabalho de potência. Para definir a matriz energética desejada pelos alagoanos deve ser feita a contabilidade de produção e consumo, dos fluxos de energia que foram para os setores residencial, comercial, industrial, rural, serviços públicos, importação e exportação. Esse balanço energético estadual não era feito desde 1986. Para o petróleo e gás, colocar em regime de produção o que falta dos 758 poços perfurados e ainda não explorados pelos concessionários. Olho nas Rodadas de Licitação da ANP e estudo no pré-sal da Bacia Sergipe-Alagoas. Ganhamos duas térmicas a óleo combustível para entregar energia em 2013, mas sua ampliação é limitada pela poluição. O eletricidade do bagaço terá um reinado de 10 anos. Nossas usinas têm um rendimento médio de 23 kWh/tonelada de cana e para chegar a 90, e até 120, custa caro. Ao Estado cabe legislação tributária e redução do custo de conexão para melhorar o preço da energia excedente para termos uma usina totalmente eficientizada no fim de 2010. A energia eólica vai ter sua década e passamos um ano medindo a velocidade dos ventos a 100 m de altura. Agora falta concluir o mapa. Se ganharmos no leilão de maio/09 poderemos ter a nossa central eólica em 2011. Esgotado esse potencial, em 2019 teremos a energia nuclear. Sem perder de vista o aproveitamento fotovoltáico, a energia solar hoje viável é para aquecer a água. Devemos torná-lo obrigatório, para essa finalidade, nos prédios públicos e nas edificações em Maceió e Arapiraca. Começar os estudos para a energia das marés, das ondas e das correntes marítimas, pois será viável por volta de 2025. Eficientes no uso, produzir mais com menos energia, é política que vale para todos os energéticos, ensinada desde as escolas do 1º grau. (*) É secretário de Estado adjunto de Minas e Energia.

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