Editorial
Mercado resiliente

Mercado resiliente
Os números mais recentes do mercado de trabalho formal mostram um cenário de crescimento tímido e desigual no Brasil. Em julho, foram criados 129,7 mil postos com carteira assinada, resultado positivo, mas o mais baixo para o mês desde 2020. A desaceleração em relação a 2024 — queda de mais de 30% — reflete o impacto dos juros altos e da atividade econômica em ritmo mais lento.
Apesar disso, todos os grandes setores apresentaram saldo positivo, com destaque para serviços e comércio, e todas as regiões ampliaram seus empregos formais. O dado indica resiliência do mercado de trabalho, mas também revela um fôlego limitado para sustentar a geração de vagas em meio às incertezas da economia.
Em Alagoas, o resultado foi animador: o estado abriu 3,1 mil postos em julho, puxado pela indústria canavieira, que tradicionalmente impulsiona as contratações nesta época do ano. O desempenho reforça a importância do agronegócio e da indústria local para dinamizar a economia alagoana.
O País segue acumulando saldos positivos em 2025, mas o desafio é garantir que esse crescimento se mantenha e se espalhe de forma mais consistente, reduzindo desigualdades regionais e setoriais. O emprego formal continua a ser um termômetro essencial da confiança na economia e do bem-estar das famílias brasileiras.