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Opinião

Trovoadas

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A terceira Lei de Newton ? físico inglês ? demonstra que ?a toda ação sobre um determinado corpo corresponde uma reação de igual intensidade, mesma direção e sentido contrário?, que se afigura a uma espécie de bateu levou, ou da lei de talião, olho por olho, dente por dente que consta do Velho Testamento. A natureza reage do mesmo modo castigando o homem que impacta a Terra em busca de sobrevivência e riqueza destruindo matas, poluindo riachos, rios e lagos os aterrando com solos, lixos urbanos e resíduos diversos, provocando o desequilíbrio ambiental. As emissões atmosféricas urbanas, industriais, da agricultura, e do criatório de gado cujos flatos também ascendem às camadas de ar que protegem a Terra, destroem a camada de ozônio ? uma variedade de oxigênio ? na alta atmosfera, criam buracos por onde é direta a incidência de raios ultravioleta que afetam o clima do planeta. Sob agressões constantes e vultosas as mudanças climáticas se fazem sentir em todas as regiões, com impactos de grande magnitude não havendo tecnologia que controle esses eventos de escalas planetárias. Terremotos se tornaram freqüentes mundo a fora, assim como furacões, nevascas, secas e inundações, curiosamente ocorrentes nos últimos meses do ano, ou início de outro, sabe-se lá o porquê, mas sempre com grande poder destrutivo. O terremoto de grande intensidade que atingiu a Indonésia em 2004 causando um maremoto, ou tsunami, termo asiático ora vulgarizado, produziu leve mudança de inclinação do eixo da Terra contribuindo para os cataclismos que ora se vêem. Pesquisas demonstram que mecanismos de ventos levam areia do Saara ? África ? sobre o oceano para fomentar furacões e nevascas que afetam as Américas Central e do Norte, assim como os efeitos de El Niño e La Niña afetam a América do Sul e demais continentes. As mudanças climáticas se fazem sentir por efeitos nefastos de inundações severas que ora atingem o Sul e Sudeste do Brasil decorrentes do estacionamento anômalo de frentes frias sobre essas regiões, e a constância da seca no nordeste que permanece sob bloqueios de altas pressões atmosféricas. Observações pessoais ao longo de décadas me levam a ressaltar a importância de desobstruir a malha de escoamento de águas pluviais, e manter em estado de alerta as áreas de riscos. A natureza reage com trovoadas imprevisíveis em longo prazo, mas, rompidos os bloqueios da alta pressão atmosférica já com discretos indicativos, certamente chegarão a Alagoas com grande poder de destruição. As trovoadas de Janeiro tardam, mas não falham. (*) É consultor.

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