Opinião
Ano sobressaltado
De susto em susto, 2008 foi um ano repleto de notícias impactantes, a começar pela crise global, cujos efeitos alongar-se-ão para 2009. Além dos sobressaltos ao longo dos 12 meses, dezembro reservou para o mundo a dor do retorno da carnificina no Oriente Médio, com, mais uma vez, a repetição da horripilante concepção do uso do terror contra o terror, como numa tentativa execrável de justificar a morte de inocentes como uma retaliação pela morte de inocentes. Desgraçadamente, os fulgores que amanam da Terra Santa neste fim de ano não são os raios luminosos da Estrela de Belém, mas sim as fagulhas das bombas da morte; de lá, pesarosamente, o mundo escuta o anúncio da perdição no lugar da reafirmação da boa nova da salvação. Mas 2008, em suas notícias de maior repercussão global, felizmente, não se ateve à dor e ao terror. A eleição de um negro para a presidência da única superpotência contemporânea, representa uma gigantesca esperança de mudança, pois esse mesmo país, o poderoso Estados Unidos da América, cometia, até há menos de 50 anos, legalmente, a ignomínia da segregação racial, separando brancos e negros, humilhando estes em privilégio daqueles. E no nosso País, no nosso Estado, como nos despedimos de 2008? Que lembranças nos legará este ano que se finda hoje? Sustos também sofremos. Localmente, dezembro nos reservou a triste evidência da força do crime de mando político; mas o resto do ano reacendeu o sonho da retomada do desenvolvimento com a confirmação de importantes projetos econômicos para Alagoas. Nacionalmente, ainda vivemos a esperança de 2009 confirmar apenas a marola avaliada pelo presidente da República como repercussão, no Brasil, das ondas de choque da crise global. No mais, nas demais páginas desta edição, uma retrospectiva detalhada. Ademais, um feliz 2009!