loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A guerra do Oriente M�dio

Ouvir
Compartilhar

Em 1917, Arthur Balfour, primeiro-ministro inglês que se opusera a contínua imigração de judeus na Grã Bretanha, ofereceu seu total apoio à criação de um Lar Nacional Judeu na Palestina, garantindo que os povos não-hebreus que já habitavam aquela região em nada seriam prejudicados nos seus direitos civis e religiosos. Viviam na Palestina nesse tempo 500 mil árabes e 150 mil judeus. Com a perseguição nazista aos judeus, na Segunda Guerra Mundial, a imigração dos mesmos na Palestina chegou a tal número que preocupou os ingleses que então dominavam esse território. Em 1947, os britânicos resolveram apresentar o problema às Nações Unidas. Uma comissão especial recomendou a divisão da região entre dois Estados independentes, um árabe e outro judeu, ficando ambos sob o controle da autoridade internacional. Em 1948, o Alto Comissário Inglês se retirou da Palestina e proclamou o estabelecimento do Estado de Israel. O que os britânicos não consideraram foi que os muçulmanos, controlavam Jerusalém há setecentos anos. Essa cidade e grande parte das terras vizinhas eram sagradas para eles, como também, o eram para cristãos e judeus. Pouco depois dos hebreus se estabelecerem na Palestina, os exércitos da Jordânia, do Egito, da Síria, do Iraque e do Líbano, não tolerando a situação, atacaram Israel. Foi uma guerra rápida e terminou com um armistício assinado em janeiro de 1949. Vitorioso nesse conflito, Israel ampliou em 40% seu território, ficando com a maior parte de Jerusalém. Porém, desta vez, estão indo longe demais. Alimentados por armas contrabandeadas do Irã, o Hamas, ativistas muçulmanos radicais que agem pelos métodos terroristas, provocaram os israelenses com foguetes lançados da Faixa de Gaza. Receberam como resposta uma desmedida reação devastadora, cujas verdadeiras vítimas são os cidadãos inocentes que teem sofrido toda sorte de represálias. As mortes e a destruição resultantes da ofensiva israelense são terríveis. Mais de 900 mortos entre os quais, grande número de crianças! Famílias inteiras foram exterminadas por bombardeios aéreos. Famintas e feridas muitas pessoas sofreram com a proibição de receberem ajudas externas. Uma proposta de cessar-fogo sugerida pelo Conselho de Segurança da ONU foi rejeitada por ambas as partes. A maioria dos países islâmicos como o Egito, a Jordânia, a Arábia Saudita e a Cisjordânia é favorável à paz. Muitos deles desaprovam o Hamas por provocar o conflito. Alguns não toleram a presença desses terroristas fanáticos irmanados com os maometanos. Não haverá paz, entretanto, enquanto não forem respeitados a legitimidade de Israel e os limites da Palestina. (*) É escritora.

Relacionadas