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Al�m de mais vagas

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Indiscutivelmente, são muito bem-vindas as 30 mil novas vagas que o governo estadual afirma estar colocando à disposição da população alagoana. Mas muito há ainda que se discutir em termos de uma eficiência mínimamente respeitável por parte do sistema público de educação em Alagoas. Aberta segue a discussão sobre essa nossa (triste) realidade em função dos revezes acumulados ao longo dos tempos nesse segmento essencial para o futuro do Estado. A principal comprovação de que as 30 mil vagas, elogiáveis enquanto resposta governamental, não conseguem ser solução significativa para esse grave problema é a permanência das filas quilométricas, madrugadas a fio, dos pais em busca de um lugar ao sol do ensino público. E, outra questão indiscutível: Além da quantidade de vagas, é-se indispensável avaliar e proceder as mudanças necessárias na qualidade do ensino prestado. E quando se fala de qualidade, fala-se de um conceito mais amplo, capaz de ser expresso nos resultados globais da seqüência de anos letivos, e não apenas na produtividade de um ou outro professor, ou nos resultados isolados de amostragens (seja de ilhas de competência ou de arquipélagos de casos problemáticos). A qualidade do ensino público em Alagoas precisa ser melhor avaliada, buscando-se a verdade dos fatos para além das propagandas de governo e dos discursos corporativos. Discutível, portanto, segue a questão do ensino público em Alagoas. Que seja aplaudido o governo estadual pela abertura de 30 mil novas vagas e, ao mesmo, tempo que essas mesmas autoridades sejam cobradas no sentido de fazer, e muito bem feito, o seu dever de casa, avançando, de verdade, na implementação de medidas práticas para amainar o gravíssimo problema da educação pública alagoana.

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