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Opinião

Criando solu��es

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Curitiba, capital do Estado do Paraná, não perdeu tempo nem vacilou e tomou uma decisão exemplar: toda a sua frota de transporte coletivo passa a utilizar uma nova mistura combustível onde é garantida a participação do álcool. O índice do álcool na composição do combustível é de apenas 8%, mas sua inclusão representa uma vitória técnica, em conseqüência de uma decisão política. Essa é a lição. A vontade de se encontrar soluções. No caso de Curitiba, mais de um problema foi enfrentado com sucesso. Em primeiro lugar se buscou uma redução nas emissões de gases poluentes. Depois, entre as opções técnicas, procurou-se uma que contemplasse um produto do mercado local compatível com todas as necessidades e potencialidades: o álcool. A nova fórmula ainda utiliza o óleo diesel como base, em função dos motores concebidos originalmente para esse combustível. Além dos 8% de álcool, a fórmula recebe 2,6% de um óleo chamado ?biodiesel?, formado a partir do óleo de soja (também para responder as potencialidades de produção da região). Como resultados comprovados, os motores passaram emitir 35% menos de fumaça preta, 30% de fuligem e 5% de um gás chamado ?nox?. Os resultados foram tão positivos que os americanos já estão desenvolvendo uma solução semelhante. Em 18 meses, aproximadamente, todos os coletivos de Curitiba estarão consumindo essa solução, para o bem da natureza, da saúde pública, da indústria e da agricultura da região. O caminho indicado pelos curitibanos exige, além da decisão de fazer, um correto investimento em pesquisa e criatividade. Existem outros caminhos mais simples, igualmente válidos, como a determinação do uso do álcool nas frotas oficiais. Essa solução, nada original e largamente praticada no País, poderia ser utilizada aqui. Alagoas foi um dos locais pioneiros na experimentação do álcool como combustível, assumindo uma posição de vanguarda em momentos como a II Guerra ou na década de 70. Nos dias de hoje, bem que o poder público poderia seguir esses exemplos.

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