Opinião
A servi�o da vida e da esperan�a
Há um desejo explícito que a realidade da missão seja algo a penetrar o tecido da vida eclesial em todas as suas dimensões, inclusive com a conversão necessária de pessoas, estruturas e instituições que ultrapassadas não mais servem para a comunicação da boa nova libertadora de Jesus e para a promoção da cultura da vida. A audácia é exigida de todos para ir além de uma pastoral de conservação a uma atitude decididamente missionária no campo da evangelização. Isto exige uma profunda renovação pastoral na qual todos os atores da vida da igreja devem ser comprometidos e implica uma ação pastoral que seja realmente pensada, levando em conta os novos areópagos que desafiam a evangelização e o protagonismo dos novos agentes da evangelização, ao encontro de cada ser humano caído à beira do caminho. A igreja quer ser uma igreja samaritana e peregrina uma igreja sempre a caminho, misturada na história das pessoas, solidária com todos os que encontramos à beira do caminho, à margem, deixados, excluídos, negados na sua condição de humanidade. Uma igreja que não seja uma mera passante, apressada, com compromissos superficiais que roubam a sensibilidade, mas uma igreja com tempo para parar junto das pessoas e cuidar das suas feridas, sem hora marcada para o fim da viagem, com reservas para provocar nos outros a cadeia de solidariedade e de comunhão com a vida humana ferida. Uma igreja da esperança, capaz de pronunciar uma palavra no turbilhão do mundo. Uma igreja onde a vida, mesmo frágil tem sabor de eternidade, igreja esposa de Jesus Cristo que caminha na sua presença, que desperta nos seus filhos o sonho de trabalhar e servir com todas as forças. (*) É arcebispo Metropolitano de Maceió.