Opinião
Caminhos tur�sticos de Alagoas
Não gosto de definições porque nem sempre dizem o que se quer dizer, e, por vezes, encurtam e restringem o enunciado. Quando me refiro à cultura, aproveito uma afirmação que para mim é bastante clara: ?A cultura alagoana, em toda sua extensão, tem contribuído para o Brasil como um exemplo de abrangente universo cultural, com pujança, talento, criatividade, bom gosto e identidade. Há muitos nomes que extrapolaram fronteiras e fizeram escola: na literatura, música, no folclore, nas artes plásticas, na política, entre outros setores da atividade humana?. O que dizer da riqueza de nosso acervo histórico-cultural, artesanato rico e diversificado, de nossa cultura popular, culinária, de nossas belezas naturais e cidades que são relíquias de nossa história. Os momentos se sucedem, mas não são iguais. E explico o porquê. Um fato passado corresponde ao acontecimento a que vou me referir: o interesse pelas cidades históricas de Alagoas. Há três anos, Maceió sediou o 22º Congresso Brasileiro de Médicos Escritores. Este evento reuniu duzentos profissionais médicos de todo o País que, além do exercício da medicina, dedicam-se à literatura em prosa e verso. O que desejaram nos dias que se seguiram ao congresso: boa parte deles preferiu a beleza de nossas praias, o azul safírico do Atlântico, passeio nas lagoas e as delícias gustativas de nossa rica culinária regional. Outro grupo, entretanto, preferiu uma programação cultural, que incluiu visita a museus e cidades de Marechal Deodoro e Penedo. Para ajudá-los, procurei roteiros e resumos sobre os principais monumentos e pontos turísticos a visitar nessas cidades e pouco encontrei. Com alegria, participei, recentemente, do lançamento da obra de divulgação turístico-cultural ?Mapeamento Cultural das Cidades Históricas: Marechal Deodoro, Penedo e Piranhas, Caminhos Turísticos de Alagoas?. Um trabalho conjunto da Secretaria de Turismo, que envolveu a parceria de numerosos organismos públicos e privados. Coube à Fundepes ? Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa, por meio de sua equipe técnica, a coordenação e elaboração de boa parte do projeto. Dois fatos chamaram minha atenção: o primeiro foi a consolidação de parcerias como estratégia-chave para obtenção de resultados e objetivos fixados, o que, neste caso, resultou num trabalho elucidativo e primoroso. O segundo foi a participação efetiva das comunidades que identificaram, em cada município, o que mais representativo deveria ser salientado: patrimônio histórico, cultural e aspectos de produção de seus habitantes. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.