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N�s e a Am�rica

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Independente da gravidade da crise da qual é o epicentro, os Estados dos Unidos da América seguem sendo a única superpotência contemporânea e sua economia se mantêm no topo do ranking das máquinas mais produtivas em todo globo. Assim, continua sendo muito alvissareira a hipótese de negócios com a mais poderosa nação das Américas. Neste sentido, é-nos muito bem recebida a notícia, decorrente da vista do embaixador americano no Brasil a nosso Estado de que o portentoso Tio Sam estaria interessado em parcerias com o pequeno (e sempre versado em grandes crises) Estado de Alagoas. Numa primeira discussão, realizada em nosso Estado, entre o embaixador Clifford Sobel e o governador Teotonio Vilela Filho, um esboço de pauta, divulgado à imprensa, destacou como prováveis pontos de interesse comum as áreas de segurança e energia. Boas escolhas, assinale-se. Mas, outras áreas de interesse mútuo devem ser colocadas à mesa, em próximas reuniões. Dentre outros interesses que possam vir a costurar parcerias entre americanos e alagoanos, um dos pontos mais alvissareiros está na área do turismo cultural e étnico, pois, como se sabe em todo o mundo, o turista ianque é um dos mais disputados por todos os destinos globais, em todas as áreas (do entretenimento à ambiental, passando pelo turismo de eventos). E, a exemplo do praticado com sucesso pelos baianos, o interesse dos afroamericanos em retomar contatos com suas raízes faz com que o Brasil seja um valorizado destino alternativo à óbvia mamma África. E, neste segmento, o acervo histórico e étnico representado pelo sítio arqueológico do Quilombo dos Palmares tem todas as condições se ser reconhecido como um dos destinos globais com maior poder de atração para o turismo étnico dos afroamericanos. A porta está aberta, basta convidar.

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