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Marolas e empregos

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Enquanto este domingo de carnaval vai embalando as multidões em todos os cantos do Brasil, o espectro da crise também parece fazer o passo ? ameaçando a economia do País com uma ressaca de razoáveis proporções. O aumento da taxa de desemprego registrada em janeiro de 2009 foi considerada pelos especialistas como a mais alta desde abril de 2008, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o divulgado na véspera do sábado de Zé Pereira, esse índice, no mês passado, alcançou a marca de 8,2%. Como paliativo, amenizando as tendências catastróficas, pode ser arguido que, em janeiro do ano passado, apesar de ser menor, o índice de desemprego já mostrava sua careta ruinosa, cravando a marca de 8,0%. Em termos absolutos, o número de desempregados no Brasil aumentou entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 em 1,9 milhão de pessoas. Essa notícia não pode ser considerada uma surpresa, afinal é exatamente essa uma das mazelas esperadas como consequência direta da grande crise que sacode a economia mundia. E como se sabe, o Brasil não tem como ficar fora dessa onda (ou marola). Temos de evitar que essa onda (ou marola mais crescidinha) vire nossa canoa e, no caso de cairmos n?água, precisamos dispor de salva-vida eficientes e suficientes. Até agora o salva-vidas mais eficaz apresentado à tripulação e aos passageiros da nau brasileira é o corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros populares. Merece aplauso, pois atende a um segmento muito enraizado, mas novas e mais amplas medidas precisam ser implementadas, especialmente destinadas a reduzir três grandes óbices ao desenvolvimento (altos juros, pesada carga tributária e burocracia kafkiana). Não basta torcer para que a onda que nos atinja seja apenas uma marola; precisamos de mais defesas.

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