História
Construtores de AL – CVIX
“Sou mulher e agradeço por tamanha dádiva, porque nasci da lucidez de Deus e do amor do homem e sendo apenas um átomo no Universo. Tornei-me digna de viver”, dizia Heliônia Ceres de Melo Motta, licenciada em Letras Neolatinas, Faculdade de Filosofia do Recife (1952), com curso de especialização em Língua e Literatura Italiana - Instituto Italiano de Cultura (1964), curso de especialização em Teoria da Literatura Brasileira (1972), curso de especialização em Linguística pela UFAL, e curso de Preparação para Televisão Educativa (1970).
Foi editora responsável pela Gazeta Feminina (1953-55), professora de Língua Francesa do Colégio Sacramento (1953), professora catedrática de Língua portuguesa do Colégio Estadual Moreira e Silva (1956) e professora de Língua e Literatura Italiana e de História das Artes na UFAL (1973-1983), tendo sido chefe do Departamento de Letras Neolatinas - UFAL (1972).
Membro do Grupo Literário de Alagoas, vice-presidente da Associação Alagoana pelo Progresso Feminino, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da União Brasileira de Escritores de São Paulo, da Associação Alagoana Pró-Mulher, da Academia de Letras e Artes do Nordeste e da Academia de Letras. Tudo isso por mérito próprio de uma mulher erudita em prol das letras nacionais.
Foi autora dos livros: Contos 1, 2, 3, (1967, 1968,1975 respectivamente);,Reflexões, escrito em 1977, Guimaraes Passos (1978), Coletânea (1981), Alagoanos Ilustres (1978), Rosália das Visões (1984), Cabras-machos (1989), A Procissão dos Encapuzados (1989), O Conclave (1994), Olho do Besouro (1998), Octavio Brandão, (1998) e Lindas Mascarenhas (1998).
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Heliônia Ceres foi, em vida, uma intelectual que honrou as instituições de que fez parte. Foi professora exemplar bilíngue, e, principalmente, versada na Língua Portuguesa.
Afora isso, atuou em diversas instituições que abrilhantou com sua notável presença. Escrevera Ceres: “E mais que isso, busco a perfeição, porque tenho consciência de que sou eu quem vai gerar o mundo de amanhã”. Certamente, atingiu a maturidade intelectual, bem como espiritual nas suas andanças literárias. Destacou-se como uma exímia escritora a serviço da Academia Alagoana de Letras (AAL), bem como nas suas atividades professorais.