Editorial
Espaço para o diálogo
O esperado encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para este domingo (26), na Malásia, carrega um peso político e econômico que ultrapassa o simples gesto diplomático. Será o primeiro encontro oficial entre os dois líderes desde o início da crise provocada pelo tarifaço de 50% aplicado por Washington sobre produtos brasileiros.
Lula sinaliza que pretende dialogar “sem assunto proibido”, levando propostas concretas para aliviar o impacto das tarifas e restaurar o comércio entre os países. Trump, por sua vez, chega ao encontro em meio a pressões internas do setor agropecuário americano e a um discurso nacionalista que tende a endurecer as negociações.
Ainda assim, a reaproximação entre os dois, iniciada com breves contatos na ONU e consolidada por uma conversa telefônica recente, sugere que há espaço para o diálogo.
Se prevalecer a diplomacia do “olho no olho”, como defende Lula, o resultado pode ser um passo importante para reduzir tensões comerciais e recolocar o diálogo bilateral em bases de respeito e pragmatismo. Caso contrário, poderá se tornar apenas mais um capítulo de desencontros entre duas economias que têm muito mais a ganhar cooperando do que competindo.
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