Opinião
N�o s�o marolinhas
E a marolinha está se fazendo onda. Os primeiros estragos da maré braba da crise global refletem-se no dano causado ao Produto Interno Bruto (PIB), que andou para trás 3,6%, na comparação do último trimestre em relação ao anterior. E um aspecto importante, e negativo, é que esse resultado é ?o pior até agora entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)? avalizam, em coro, os economistas. É importante este aspecto, negativo, pois até então, a maioria dos principais analistas internacionais considerava que o Brasil seria um dos menos afetados pela crise dentre os países integrantes do ascendente bloco Bric. E, cá entre nós, todas as previsões pessimistas iam apontando na mesma direção, ou seja, a maioria das cabeças pensantes em economia no Brasil, apostavam que nosso País não sofreria tamanhas agruras previstas para Rússia, Índia e China. Mas eis que a vida vai apontando noutra direção, e a onda que bateu em nosso píer, além de fazer estrago, anuncia que pancadas maiores virão. Pelas primeiras avaliações publicadas ontem, distingue-se observações preocupantes como a que aponta para a possibilidade de uma queda de até 13,6% do PIB (em 2009) em função das projeções anualizadas a partir dos resultados deste primeiro trimestre. Segundo esses mesmos especialistas, usando-se os mesmos critérios de cálculo, a Rússia sofreria ?uma contração de até 0,7% em seu PIB. Os pessimistas ainda vão mais fundo e avaliam que ?o resultado brasileiro é ainda pior que a queda do PIB na Europa no quarto trimestre de 2008. A média da redução foi de 2,4% e pôs a Europa em uma recessão, fez a inflação despencar e está levando ao desemprego mais de 12 mil pessoas diariamente nos 27 países da União Europeia (UE)?. Bem, avisos não têm faltado. A hora é de se reforçar as defesas da costa para algo bem maior que as sonhadas marolitas.