Opinião
Sem-terra, sem lei
Encerra-se mais uma semana marcada por fatos negativos e, dentre estes, destaca-se mais uma ação arrogante e desrespeitosa dos chamados movimentos sem-terra. Marcada por uma sucessão de ações e declarações insolentes, todo o processo de ocupação de uma fazenda produtiva caracteriza-se como uma iniciativa meramente provocativa, desprovida de outras motivações que não sejam a propaganda da força bruta e a demonstração de desrespeito à lei. Como fartamente divulgado e confirmado pelos órgãos competentes, a fazenda Campo Verde, no município de Branquinha, é uma propriedade produtiva, estando fora do espectro das áreas passíveis de desapropriação para fins de reforma agrária. E, conforme dito pelos próprios mentores da invasão e ocupação, eles sabem disso muito bem desde o início. E, mais, frente à decisão judicial de desocupação do imóvel, solenemente ignoram o posicionamento da Justiça. Trata-se de um evidente desafio à cidadania e uma demonstração de prepotência estúpida e inconsequente (para quem defende um processo sério de reforma agrária e de inclusão social). E os dias de desrespeito à lei não tem prazo para encerrar. De lá, de onde não tem motivo nenhum para invadir, sairão quando quiserem, se quiserem. E a cidadania, a lei, a Justiça e o Estado de Direito que se lixem. Tanta estupidez deixa dúvidas sobre o juízo dos chefes desses movimentos. Que querem afinal? Mais dinheiro público? Mais aquiescência governamental para seus desmandos? Infelizmente tudo parece indicar que a maré de falta de respeito só aumentará. E os poderes constituídos, acossados, recuam dia após dia, violência após violência. Onde iremos todos parar? A sociedade brasileira está se tornando, cada dia mais, uma refém mais fragilizada dos ?Movimentos Com Violência?.