Opinião
Quando tudo est� errado!
Parece brincadeira, mas não é. A maré para Alagoas está revolta. Um Estado onde a Assembleia fecha tornando a democracia uma forma amordaçada da ideologia de um voto pouco politizado que não sabe escolher seus representantes e os vê na luta, ora algemados, ora afastados de suas funções parlamentares! Que Estado é esse! A tônica é distônica e escravizante, ludibriante e humilhante. Ninguém a princípio aqui merece credibilidade. Os poderes vivem eivados de ligações e declarações perigosas, atos ímprobos e uma verdadeira falta de planejamento e direcionamento de atitudes e ações. Ninguém respeita ninguém, mas ninguém se dá também o respeito. Uma vergonha, vê-se as pessoas erradas nos lugares de gestão dos rumos sociais. Muita gente não sabe nem como começar, sabe o que é continuar o modus operandi que vem sendo a regra. Não se tem mais o mérito como um padrão de escolha, mas a cozinha de casa ou a porta do cofre. Pessoas despreparadas para o cargo que assumem. Não acenam credibilidade, mas a sociedade, seja ela desarmada, seja a comunidade científica não reage mais, pois sabe que aquele cargo é questão de negociatas, onde o dinheiro vai ser a moeda verdadeira, a troca se dará ao longo do desenvolvimento do estado de gestão quando se vê as benevolências serem dirigidas para aquele ou aquela pessoa, que é afilhado de cicrano ou beltrano. Um Estado desse nunca vai pra frente, é o pior do País, e continuará sendo. Não se tem responsabilidade, nem dignidade, respeito à população, mas o povo tem o governo que merece, isto é verdade. Já disse em diversas crônicas, que na Educação temos o descaso e a falta de visão, não se tem um planejamento para a área de Educação, apenas programas isolados. Na área de Saúde assistimos uma greve dos médicos e uma total insensibilidade, médico não é importante na saúde, quem morre a terra cobre e não dá em nada. Na segurança é um escândalo ler qualquer jornal. As pessoas perderam a perspectiva e assim a indignação não existe mais? As entidades de classes estão manipuladas, não há mais movimentos coesos e coerentes, a influência de politicagens faz se instalar um estado de silêncio obsequioso, que pode ser interpretado pelo cinismo do poder, e a descrença da sociedade, que procura defender-se da crise moral e de todas as ordens com uma máscara, disfarce nojento e indecente, próprio dos fracos e dos que buscam o poder, pelo poder. (*) É professor da Ufal, médico, escritor da Sobrames e da Academia Maceioense de Letras.