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Celebração

Então, (já) é Natal?

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Somos o povo mais autêntico, em termos de entusiasmo. Basta uma luzinha quando ligada em algum canto da cidade, para nos despertar aquela alegria que naturalmente irradia os lares, nas celebrações natalinas e de Ano novo.

Isso é bom! Afinal, a vida já é tão duramente vivida, no ao longo dos doze meses, que uma boa dose de esperança, deve ser perenemente acrescentada nessa caminhada.

Logo que chegamos perto esse doce período do ano, como neste mês que antecede às celebrações, é natural que renovemos a penhora de promessas por um ano melhor: a conquista daquele tão sonhado trabalho; realização de um curso ou concurso; ou simplesmente, de se viver um feliz relacionamento.

Embora conscientes de que nem tudo venha a se concretizar no ano vindouro, essa “chama” deve se manter acesa, afinal, não vale a pena viver a vida, sem sonhos, pois são eles os alvos que buscaremos atingir, a cada dia vivido.

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Em pleno Século XXI, já depois de termos vivido tantos tempos difíceis, como por exemplo, a nefasta pandemia que assolou o Mundo em 2020, celebrar e agradecer por se estar vivo, já é uma atitude louvável.

Claro que nossa caminhada não é fácil. Há pedras no caminho e perigos na esquina (para lembrar aqui os Poetas, Drummond e Belchior), mas as dificuldades enfrentadas devem ser vistas como instrumentos que canalizam o percurso para lapidar nossa existência.

Os problemas financeiros; de saúde; familiares; no trabalho e tantos outros, não devem ser encarados como um decreto de derrota, mas como etapas que fazem parte do percurso.

Presentemente, vivemos de forma bem (mas bem diferente mesmo) daqueles anos do Século passado, já que ainda que houvesse tantas dificuldades para se viver, havia mais motivos para se acreditar na humanidade e em dias melhores.

Ao menos é essa a conclusão a que se chega, quando ouvimos dos de minha geração tantas e tantas histórias saudosistas, seja sobre o modo de criação e de educação que tivemos; seja sobre as relações sociais (amizades) mais sólidas; ou até mesmo do gosto musical, de hábitos e costumes.

Entretanto, em que pese todo esse olhar que se volta para a “aurora” de nossas vidas, da nossa infância querida que os anos não trazem mais (no dizer poético de Casimiro de Abreu), devemos entender que, como outras gerações que também nos antecederam, o Mundo, naturalmente, passa por transformações.

Nesse círculo, como um felino que se contorce diante de espaços que não são do seu tamanho, devemos também empreender o “jogo de cintura” adequado aos novos tempos, pois afinal o que importa é viver e celebrar essa graça, que é, divinamente, a nós concedida.

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