Opinião
Os males da Sa�de
Não pode ficar sem respostas convincentes e um conjunto de ações verdadeiramente eficazes, e nunca simples promessas próprias de campanhas eleitorais, as denúncias de que o governo do Estado e boa parte dos municípios estariam deixando de aplicar expressivas parcelas dos recursos repassados diretamente pela União, através do Ministério da Saúde, para a assistência hospitalar e ambulatorial à clientela do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas. Feitas em entrevista conjunta à imprensa, pelos presidentes do Sindicato dos Hospitais e Sindicato dos Médicos, tais revelações parecem inquestionáveis, uma vez que, na mesma ocasião, foram citados e exibidos números oficiais, do próprio ministério, sobretudo, dos montantes destinados aos órgãos gestores do Estado e dos municípios, incluindo os que têm investido no setor, independentemente das quantias liberadas pelo governo federal. Trata-se de uma questão existente há bastante tempo, mas que somente agora, é denunciada com detalhes suficientemente esclarecedores e de forma contundente. Esta não é a primeira vez que tratamos deste assunto. Nem será a derradeira. Seguiremos preocupados, clamando por soluções, sempre envolvendo os diversos segmentos da sociedade, até que sejam devidamente cumpridos os objetivos reais do SUS, considerado um dos mais importantes sistemas nessa área em todo o mundo. São muitos os culpados ? inclusive governantes, que não destinam os percentuais dos recursos próprios para a saúde de acordo com a legislação ? pelas lastimáveis e desumanas formas de atendimento que o povo tem encontrado quando precisa ter acesso a um hospital e a outros serviços de saúde. Problemas como este devem urgentemente ser resolvidos. Mormente num Estado que tem mais de 85% da população dependendo do SUS, até para um simples exame de laboratório.