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Educa��o: prioridade esquecida

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O Brasil almeja ter assento permanente na ONU (Organização das Nações Unidas). Lidera o Mercosul e a América do Sul. Esquece todavia, de priorizar a educação, único meio capaz de tirar o cidadão da marginalidade. Nosso País classifica-se, educacionalmente, entre os piores do mundo, só perdendo para o Afeganistão e alguns da África. Vejam nossa calamidade: dos mais de 5.500 municípios brasileiros apenas 10 conseguiram média igual ou maior que 6,0 equivalente ao padrão das Nações Desenvolvidas. Essa classificação é do Ideb (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) do MEC (Ministério da Educação e Cultura), que a cada dois anos avalia os estudantes da rede municipal da 1ª à 4ª série, nas matérias básicas: Língua Portuguesa e Matemática. A média brasileira é de 3,4. Os 1.500 piores resultados foram do Nordeste. Os resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, sigla em inglês) colocam nossos alunos no 53º lugar diante de 57 países. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), cujo objetivo parece ser mais político que social, destinou verba apenas para 10% das escolas nacionais. Há duas ou três semanas a mídia divulgou mais um de nossos absurdos: em São Paulo foram admitidos 1.500 professores temporários que obtiveram nota zero, literalmente zero, nas provas de avaliação do magistério. É inadmissível expor crianças a tão baixo nível escolar. A Coréia do Sul distanciou-se muito da Coréia do Norte por investir em educação. Ela e a Finlândia lideram os melhores resultados do planeta. Em outubro passado Cícero e eu visitamos Seul. Ficamos encantados com o desenvolvimento tecnológico do país. Cícero, que tem pesquisado esse assunto, fez questão de visitar algumas escolas. Conversou com diretores e professores. Entrou até em salas de aula. Imaginou encontrar uma parafernália tecnológica. Contando com apenas um computador ligado a um projetor, professores competentes e alunos motivados, a Coréia do Sul é um exemplo mundial. Nossos governantes ficam discutindo cota universitária para negros ou pobres, tentando minimizar o descaso que legou à educação e, sobretudo, aos professores que recebem salários inimagináveis. Enquanto formos um país inculto não promoveremos a inclusão social, elegeremos mal nossos políticos e não conquistaremos o respeito das nações desenvolvidas. Urge priorizar a educação! (*) É médica e empresária de turismo.

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