Opinião
Quadro grav�ssimo
Muitos prefeitos, em todas as regiões do País, que assumiram os respectivos cargos depois das eleições de outubro do ano passado, seguem denunciando ?verdadeiras roubalheiras? que teriam sido praticadas por seus antecessores e, simultaneamente, a piora das causas dos problemas sociais e econômicas cujos efeitos afetam o Brasil inteiro. Foi assim em outros anos e continuaremos ouvindo falar acerca disto ainda e infelizmente por muito tempo, enquanto não houver uma melhoria significativa no acesso à educação e nos meios de sobrevivência da maioria das pessoas em nossas povoações rurais e urbanas. O Brasil precisa avançar e muito ainda para o seu povo ter reais motivos de comemorar a eliminação dos efeitos do subdesenvolvimento, das questões crônicas como esta. Ainda bem que vêm crescendo os esforços indispensáveis neste sentido, incluindo o aperfeiçoamento da democracia com o combate, sem tréguas, à corrupção. Com uma ampla reforma política, suficiente a ponto de apressar o fim dos mecanismos de controle do poder econômico sobre o processo eleitoral. Os responsáveis pelo agravamento das condições de expressiva quantidade dos municípios brasileiros, devido à má aplicação do dinheiro público, dos recursos que têm faltado para a educação, a saúde, a segurança, entre outras necessidades não menos crescentes e urgentes, deveriam atentar que muitas essas unidades administrativas, principalmente nos estados das regiões mais pobres, como o nosso, não mais existiriam se dependessem de verbas próprias. Daí o fato provavelmente inédito, na história de Alagoas, de os próprios prefeitos ameaçarem interromper as atividades das prefeituras e sair às ruas, em protesto contra a queda de arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ou o que eles chamam de ?estado de pré-insolvência?.