Opinião
Respeito na crise
Os municípios alagoanos reclamam da crise financeira e da consequente queda na arrecadação. Diante disso, até fechar as prefeituras já foi cogitado. Não se tem notícia, nos últimos anos, de tamanha preocupação com as finanças públicas diante de um quadro instabilidade da economia globalizada. Nessas horas, as decisões sob pressão e tomadas pelo sufoco das cobranças não costumam ser as melhores, portanto, sem resultados adequados para se enfrentar um quadro grave. Também nessas horas, sabe-se que a chance de erar ou cometer excessos são maiores. Por isso, deve-se também buscar o bom senso e o equilíbrio. Se a crise atinge a todos, afeta de modo mais dramático as pontas já enfraquecidas. Assim, os governos estaduais, federal e municipais devem atentar para as prioridades. Nem tudo que parece em crise tem de fato urgência como outros setores, notamente aqueles que produzem e geral empregos. Necessário também que as medidas venham para ajudar a colocar as coisas em ordem ? e não para tumultuar ainda mais o cenário de preocupação. Fechar prefeituras, suspender os serviços públicos, isso parece mais retórica do que qualquer outra coisa. Erro grave é ceder aos apelos mais fáceis. O caminho das decisões bem pesadas, fruto de estudos e debates, isso requer preparo e, por isso pode ser mais pedregoso do que as declarações ?espetaculosas?. O governo de Alagoas e os prefeitos alagoanos devem se unir para medidas conjuntas e sérias, sem o carnaval de ameaças do tipo ?vamos fechar tudo?. Deve-se observar a real dimensão da crise, buscar informações que ajudem a uma compreensão profunda para, somente dessa forma, apontar soluções. Medidas drásticas, sim, podem ser tomadas, mas com respeito ao princípio fundamental de atender aos cidadãos.