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O Brasil encerrou o mês de outubro com mais um marco positivo em seu mercado de trabalho: a taxa de desemprego recuou para 5,4%, o menor nível desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O resultado, melhor do que o previsto pelos analistas, confirma uma trajetória consistente de melhora, ainda que sustentada por dinâmicas que merecem análise cuidadosa.

O número de pessoas desempregadas caiu para 5,9 milhões, também um recorde mínimo. O movimento atual é explicado sobretudo pela menor procura por trabalho. Com um contingente de 102,5 milhões de trabalhadores, há menor pressão sobre o mercado, permitindo que o desemprego siga em queda mesmo sem novas vagas sendo criadas no mesmo ritmo.

Outro destaque é o avanço da renda. O rendimento médio chegou a R$ 3.528, e a massa salarial atingiu R$ 357,3 bilhões, ambos em níveis recordes. A formalização também apresenta sinais animadores, com mais de 39 milhões de empregados com carteira assinada — o maior número já registrado. A informalidade permanece alta, atingindo 37,8% da força de trabalho, mas em trajetória descendente.

Os resultados reforçam um cenário de recuperação sustentada, mas não isenta de riscos. Para consolidar os avanços, será essencial combinar políticas que ampliem a formalização, estimulem a produtividade e fortaleçam a renda de forma estrutural.

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