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Pol�cia e fraternidade

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A campanha da fraternidade 2009 traz como tema ?Fraternidade e Segurança Pública? e como lema ?A Paz é Fruto da Justiça?, resultado das ações do arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz que, diante do quadro de violência que atinge seus párocos, conseguiu levar as questões locais para o âmbito nacional. O combate à violência em Alagoas exige sentimento de fraternidade, com a efetiva participação de líderes que desenvolvam suas capacidades de articulação, extraindo de seus liderados compromissos desprovidos de vaidades, de mesquinhez, de disputas intestinas ? entre forças policiais, classes funcionais e gerações, que possibilitem paz e justiça para todos. Confesso profundo desejo em assistir a uma palestra do arcebispo de Maceió para os delegados de Polícia Civil, como convidado da Associação dos Delegados, conclamando a todos para o exercício da fraternidade, dirigindo suas palavras para três gerações de delegados, lado a lado, sem separação física entre elas. Guardadas as proporções, vejamos o que fez o presidente americano Barack Obama, que reuniu o que tinha de melhor para compor o seu secretariado, independente de ser conservador ou democrata, novo ou velho, homem ou mulher. Ainda nos Estados Unidos, Rudolph Giuliani, quando prefeito de Nova Iorque e no desenvolvimento de seu programa combate à violência, tinha reuniões diárias com seus comandados onde eram renovados os compromissos de unidade de seu governo. O resultado, tornou-se exemplo a ser seguido. Não haverá sucesso no combate ao crime, organizado ou não, sem a unidade dos combatentes. Não se combate os altos índices de homicídios, que elevaram Maceió à capital de maior risco desse tipo de crime no País, sem o conhecimento do tráfico de drogas. Não se combate o tráfico e o crescente uso de drogas empurrando pequenos usuários, elevados à categoria de traficantes, para a cadeia. Não se resolve o problema da superpopulação carcerária sem a implantação de penas alternativas para aqueles que cometem pequenos delitos. Os bandidos, que agem de forma isolada ou em pequenos grupos, encontram na cadeia a possibilidade de expandir suas competências e a garantia de maiores produções criminosas. Devem gargalhar, quando percebem que aqueles que têm o dever de combatê-los estão cada vez mais desunidos, disputando vaidade e, até mesmo, a condução de investigação em crimes de repercussão. Rogo pela fraternidade na polícia. (*) Delegado de Polícia Civil ([email protected])

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