Opinião
Por que a maconha � proibida?
Proibir o cultivo e uso da cannabis tem sido o meio de agregar valor a este produto, para obter preço no mercado clandestino, em beneficio do tráfico e corrupção, um negócio lucrativo ao longo de oito décadas, e um obstáculo à sua liberação, sabendo-se que liberada, trará como resultado imediato queda no preço, com retorno ao patamar de dias passados, quando era cultivada livremente, como qualquer outra planta da natureza. Esta situação de proibição está associada ao preço alto desta erva, em disparidade com outros produtos agrícolas, que têm preços regulados no mercado, dado pela lei de oferta e procura, tendendo para um preço de equilíbrio. A ausência desta relação com a cannabis, provoca diferença significativa quando comparada com os preços, do feijão em torno R$ 4,00 o quilo, arroz em torno de R$ 2,50 o quilo, enquanto o quilo da maconha está em torno de R$ 500,00?. O milho e a macaxeira, saco com 60 quilos, o preço em torno de R$ 30,00, equivalente ao preço de 25 gramas de maconha, sabendo-se que requerem tratos culturais semelhantes, conclui-se que a diferença provém da proibição da erva cannabis, cuja correção só com a liberação de cultivo e uso, livre do tráfico, com retorno ao preço de mercado. Em outro aspecto, a maconha se diferencia daquelas substâncias que requerem transformação, investimentos adicionais para se produzir, como a cocaína, crack, ecstasy, etc, mesmo liberadas mantêm preços constantes, ao contrário da erva maconha, que não requer transformação, colhida na natureza, como qualquer produto agrícola, não se justificando preço elevado. Portanto, somente sendo proibida a erva agrega valor, pois libertada da rota do tráfico, retorna à condição de preço de mercado, quando em circulação comercial, como o preço da banana, chá mate, erva cidreira, integrante do universo cultural, desde os primórdios colonial, e parte da Gênese da Criação, que diz: ?Produza a terra relva e erva que dê semente.? (1/11). Não se pode ir contra a natureza. Deus opera nela. (*) É economista.