Opinião
Desafios renovados
Em reportagem que foi à manchete da Gazeta de hoje, tomamos conhecimento de um novo indicador que mede o desempenho dos Estados brasileiros nos últimos oito anos. A notícia não é boa para Alagoas, que aparece, mais uma vez, entre os últimos lugares. Pelo novo IDSE ? Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico ? Alagoas fica à frente de apenas dois outros Estados: Maranhão e Piauí. Assim como o IDH ? Índice de Desenvolvimento Humano ?, pesquisado pela Organização das Nações Unidas, a posição mostra que em quase uma década, Alagoas praticamente não avançou em termos de qualidade de vida para sua população. Num cenário em que a crise financeira global impõe a adoção de medidas para conter os efeitos do que agora é circunstancial, temos ainda os desafios maiores rumo a uma transformação mais ampla, que possa elevar o Estado a patamares mais aceitáveis. É com esse espírito que o resultado do mais novo levantamento, sob essa novidade chamada IDSE, deve ser encarado pela atual gestão no governo alagoano. Deve-se deixar claro que a interpretação não serve para atacar o atual governo ou algum governante em particular, mas dá uma radiografia de quase uma década. Dessa forma, mais importante do que apontar culpados, é o trabalho firme e permanente em busca de algo que já passou da hora: a recuperação dessas variáveis que jogam os que aqui vivem sob a eterna marca da mais absoluta pobreza. Se o estudo revela que, apesar de tudo, há sinais de avanço na maioria das unidades da Federação, o mesmo tem de ocorrer com Alagoas. Mais uma vez fica evidente o quanto são decisivos fatores como criatividade e aplicação rigorosa dos recursos oficiais. Esse último aspecto, aliado à capacidade técnica, é o que deve prevalecer em política pública.