Opinião
Mortalidade infantil
Na apresentação do programa do governo do Estado consta que ?Alagoas tem pressa! Pressa por um projeto que possibilite melhoria da qualidade de vida para os alagoanos?. Há também afirmativas de que o Estado tem avançado e isto mobiliza o governo no sentido de proteger a base construída pelo antecessor ?e, sobre essa base, erguer um projeto de desenvolvimento com justiça social para que Alagoas possa avançar mais?. Na mesma publicação, o Estado é ressaltado por indicadores lastimáveis, como a baixa renda per capita (média de R$ 139,91) e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhor apenas que o do Maranhão e o fato de mais da metade de sua população estar abaixo da linha da pobreza, vivendo inteiramente à margem do processo econômico (55,4% de indigentes, o maior percentual do Nordeste; 54% de pobres e alto grau de favelização). É ainda mencionado em razão de outros fatores, sendo um deles a mortalidade infantil, cujo coeficiente teria diminuído de 68,2 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas para 28,8 entre os anos de 1998 a 2005. Agora, lemos em matéria da própria agência de notícias do governo, baseada em anúncio do secretário de Saúde do Estado, que temos redução expressiva no que diz respeito à mortalidade infantil, cujo índice despencou de 28 para 18 em um ano, contando de 2007, quando começou esta gestão. A informação, inquestionavelmente alvissareira, é completada com o detalhe de que esses números ainda serão consolidados até o mês de maio, pois os 102 municípios alagoanos estão alimentando o banco de dados. Em outras ocasiões, subnotificações eram apontadas como causa das estatísticas vergonhosas no setor. Principalmente das mortes de crianças e mães em consequência das crônicas e deploráveis condições de vida, Tomara que, desta feita, os números além de reais sejam confiáveis.