loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

O direito � sa�de

Ouvir
Compartilhar

Aos 7 de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. Essa definição é, no momento, unilateral, irreal e ultrapassada. O que comemora o Estado de Alagoas neste dia? Descaso, greve de médicos e demais profissionais da saúde, precariedade de veículos para o transporte dos doentes, ausência de especialistas no Sistema Único de Saúde, poucos leitos nos hospitais, atendimento médico relâmpago (poucos profissionais e grande demanda), maquinário senil, baixos salários, falta de políticas públicas e, sobretudo, falta de qualificação técnica-operacional dos gestores da Saúde (deveria ser um profissional da área), acarretando a má utilização/distribuição dos recursos financeiros disponíveis. Na prática, somos espectadores de um caos: postos de saúde às 5 da manhã com filas gigantescas (seres humanos que dormem nos seus entornos para garantir uma senha de atendimento), pessoas do interior que vem à capital, outras que saem do campo em direção à cidade mais próxima ou às consideradas polos. Contrariando a Constituição vigente, que em seu texto proclama a universalidade do acesso aos serviços de saúde, dando prioridade aos idosos, crianças e urgências, nos deparamos com grávidas dando à luz às portas de maternidades, que fechadas os portões por ausência de especialistas, negam-lhe o direito de parir dentro de suas dependências e amparadas por equipe de saúde. A vida, porém, não pode esperar, e os bebês vêm ao mundo dentro dos carros e nas calçadas, com o poder da fé. Talvez sejam essas as razões por que os usuários de serviços de saúde são chamados de ?pacientes?. Pacientes em esperarem por melhores condições de atendimento, de qualidade, o médico que não vem, e que quando chega conversa minutos com o ?paciente?, que recebe a receita, mas sem remédio, porque no SUS está em falta. O PSF (Programa de Saúde da Família) é uma estratégia de saúde eficaz, ao menos no papel, fora dele temos de caminhar muito ainda. Não basta ter um município coberto 100% pelas Unidades de Saúde da Família (USF) é preciso ter, diariamente, atendimento e medicamentos. Quando se fala em saúde/doença, nos questionamos à cerca de algo muito discutido: a qualidade de vida, esta que começa no interior da pessoa humana e vai para fora de si, o social. Ter qualidade de vida é ter suas necessidades respeitadas, e o ?bem-estar? que fala a OMS seria aquele acessível onde moramos (*) É psicóloga, especialista em Psicologia Hospitalar e Domiciliar.

Relacionadas