Passagem do tempo
Feliz ano novo

Mais um pra nossa coleção na passagem do tempo, queira Deus que seja melhor, pois seu antecessor não deixou saudades, nem para o Brasil e muito menos para o mundo, convulsionado como não víamos há muito tempo, ensaiando perigosos acontecimentos para o futuro que se avizinha.
Senão vejamos: no rol de nossas melhores expectativas, vez que nem tudo está perdido na queda de braço entre o avanço e o recuo, entre o bem e o mal, sobressaltando, nossa resiliente esperança na véspera de mais um certame eleitoral aqui dentro de casa, para a escolha de nosso próximo gestor, que seja pelo menos razoável à maioria da população, que anda tão divergente, para muito além da tradicional e histórica diversidade de credo e cor que nos distingue, por vezes submissa a descabidas orientações externas, em desacordo com nossas características, com os elementos que moldaram nossa formação étnica, política, cultural, que a trancos e barrancos temos conseguido a duras penas acomodar, falando a mesma língua neste país de dimensão continental, que apesar de tudo nos orgulha colocando a prova um forte sentimento nacional, que paira acima das enormes querelas e mazelas que nos amedrontam.
O desarranjo global, político, econômico e social, cenário para o desenrolar dos primeiros passos de 2026, recomendam prudência e extrema cautela dos atores envolvidos, para que não sejamos contaminados com as confusões de cunho universal, não sejamos mais uma vítima do fenômeno que grassa na humanidade, desorientada como está, talvez na melhor das hipóteses buscando um novo modelo institucional de interação entre os povos, marcado pela solidariedade, pelo altruísmo, com viés humanitário, face ao risco iminente da situação sair do controle como já vimos em recentes passagens históricas de terrível memória.
Isto posto, e acreditando que a esperança é a última que morre, o sonho de que 2026 seja pelo menos melhor, deve ser uma aposta individual e coletiva, começando aqui dentro de casa, no nosso terreiro tupiniquim, tão carente de que alguma coisa dê certo, restaurando a autoestima, outrora marcada pela alegria de ser brasileiro.
Mais um amanhã chegou, e vamos recepcioná-lo com calorosas palmas de alívio de quem espera ansiosamente por mudanças em todos os aspectos que nos cercam, que chegue bem e em paz, na certeza de que mais importante do que ter razão, a razão de cada um, é ter paz, a paz de todos, começando pelo esperado socorro da nossa governadora Raquel, gestora do “estado de mudança” ao filho primogênito de Pernambuco, o velho e combalido setor da tradicional Agroindústria Canavieira, que há muito merecia uma secretaria tamanha sua importância econômica e social para nosso povo, sendo assim, rezemos mais uma vez, “Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo tende piedade de nós” contemple o Brasil inteiro com o prêmio Nobel da Paz. Feliz ano novo!
