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Opinião

Medo cr�nico

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Esta Gazeta noticiou, em agosto de 2008, a cobrança que o Conselho Estadual de Segurança ? colegiado com uma sequência de atividades, sobretudo propostas inovadoras, merecedoras de louvores da população na história recente do Estado ? acabava de cobrar do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, informações acerca de seis mil inquéritos referentes a assassinatos ocorridos nos últimos cinco anos. Na mesma ocasião, ainda no primeiro ano do atual governo, o secretário reclamou das péssimas condições de trabalho para esclarecer os mesmos crimes. E ainda disse que ficava escolhendo os mortos mais famosos para resolver os inquéritos. Naquele ano, Alagoas terminou à frente dos Estados brasileiros com as maiores taxas de homicídios. E o município-sede da administração estadual também surgia como o mais violento na relação das capitais brasileiras. Pior ainda: fomos a mais preocupante, neste item, entre todas as cidades do País. Os números, baseados em estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) foram revelados pelo próprio presidente do Conselho Estadual de Segurança, juiz Manoel Cavalcante de Lima Neto, conforme informamos numa das nossas edições de março último. E nada têm de surpreendente, uma vez que, pelo menos nos últimos dez anos, as reduções nas estatísticas relacionadas às mortes violentas, principalmente a tiros, e sem falar em outras formas de violência e criminalidade que não são notadas pela população. Ao contrário, como pode ser facilmente constatada nos noticiários diários e nas queixas e apelos de todos os segmentos da sociedade. Sobretudo dos mais pobres, dos moradores das periferias, de quem não tem condições de manter seguranças particulares. Enquanto isto, continuam os motivos das reclamações contra as deficiências crônicas na área da segurança pública.

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