Opinião
Al�m dos n�meros
Em entrevista coletiva à imprensa, realizada ontem, o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, fez o que vários de seus antecessores no mesmo cargo fizeram, ao contestar as informações divulgadas em todo o País, por meio da Folha de S. Paulo, nas quais o Estado é destacado como o mais violento do País, ao lado do Espírito Santo. Além de pôr em xeque os números apresentados, o secretário, ladeado por dirigentes da mesma repartição, exibiu indicadores de uma realidade menos constrangedora do que a da notícia de que já temos, proporcionalmente, uma quantidade de vítimas de crimes de morte superior ao do Rio de Janeiro. Pelos novos dados apresentados, durante a mesma entrevista, pelo diretor de políticas públicas da SDS, há motivos para as autoridades de todos os poderes e o povo comemorarem uma queda expressiva no quantitativo de assassinatos no território alagoano na atual administração, por mais amedrontadoras que sejam as notícias diárias sobre homicídios. E temos, renitentes, outros fatores que não deixam de ser causas de ações verdadeiramente urgentes e eficazes, além de indispensáveis para produção e a apresentação de estatísticas cada vez mais positivas na área social. Um desses fatores é bastante antigo e de ciência da população deste Estado: a insatisfação nas polícias ostensiva e judiciária no que diz respeito às condições de trabalho e à recompensa em dinheiro pelos serviços prestados no cumprimento das suas atribuições constitucionais em tarefas cada vez mais perigosas e ainda, infelizmente, incluídas entre as menos valorizadas. A maior e mais recente prova disto está na nova possibilidade de aquartelamento dos integrantes da nossa Polícia Militar já no dia 5 de maio, de conformidade com a decisão tomada numa reunião de representantes de várias entidades do setor poucas horas depois da referida entrevista do secretário Rubim.