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Mercado de trabalho

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O governo brasileiro comemorou, há menos de 15 dias, a redução da concessão do seguro-desemprego no primeiro trimestre deste ano, afirmando que ?isso indica a retomada da atividade econômica?. E não exagerou, pois foi expressiva a redução dos pedidos do benefício no terceiro mês, em comparação aos dois primeiros. Só em janeiro foram registrados mais de 700 mil requerimentos, que custaram R$ 1,513 bilhão, contra 585.255 solicitações em março, sendo o custo neste último mês de 1,452 bilhão. O número de concessões de março chegou a ser menor que o do mesmo mês de 2008, quando houve 594 mil pedidos. De acordo com informações do governo, no mesmo período aumentou, em comparação ao primeiro trimestre de 2008, o número de requerimentos para obtenção do Bolsa Qualificação, negociada pelas centrais sindicais com as empresas em dificuldades. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os efeitos da crise financeira internacional no mercado de trabalho brasileiro entraram em fase declinante, com o saldo de 9.179 novos empregos verificado em fevereiro, depois de três meses seguidos de desemprego. Ele chegou a estimar que o País teria mais de 100 mil novas vagas no mercado de trabalho já em março. Infelizmente, em relação ao setor em Alagoas, não temos, mais uma vez, notícias boas. Publicamos uma das péssimas na edição de ontem, mostrando que somos donos da segunda pior posição no que diz respeito à geração de novos empregos em março, quando ?ficamos atrás somente de Pernambuco (22.252) no total de demissões, com o registro de 15.582 desligamentos?. Apesar das manifestações de otimismo em meio aos efeitos da crise financeira internacional, são necessários esforços urgentes dos governantes e de outros segmentos da sociedade para revertemos os indicadores negativos.

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