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História

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Miguel Vassalo Filho nasceu no dia 30 de agosto de 1928. Esteve ligado à Fundação Teatro Deodoro (Funted) e exerceu relevantes cargos públicos; dentre eles, dirigiu por dois anos o Misa – Museu da Imagem e do Som de Alagoas. Escreveu sobre Virgulino Ferreira da Silva, que, por sinal, foi executado no dia 28 de julho de 1938, em pleno Estado Novo (1937–1945), do gaúcho Getúlio Dorneles Vargas.

Convivi com ele durante vários anos. Sempre alegre, contava histórias vividas. Alegava que era o único vassalo livre e independente. Escreveu sobre monumentos históricos, afirmando que não sofria as amarras da servidão. Bom historiador, ligado à sua época, viveu-a intensamente. Aposentou-se por meio da Portaria nº 8.419, com a seguinte observação: “Por relevantes serviços prestados à Previdência e à Assistência Social”.

Historiador e advogado, sempre me entregava textos escritos sobre personalidades, entidades e outras pesquisas que realizava com muito amor. Inclusive, entregou-me a coleção com seus escritos. Reverenciou a memória de Dom Adelmo, arcebispo de Maceió; Arnon de Mello; o poeta Jorge de Lima; Graciliano Ramos; Luís Medeiros Netto; Dr. Ib Gatto Falcão, ex-presidente da Academia Alagoana de Letras; Pontes de Miranda, maior jurista da América Latina; o professor Sílvio de Macedo; Théo Brandão; Antônio Aleixo Paes de Albuquerque; Wolney Cavalcanti; o professor José Cavalcanti Manso; o escritor José Cajueiro; e tantos outros que deixaram marcas indeléveis que a poeira do tempo não poderá apagar.

Por suas atividades exercidas, tornou-se sócio benemérito do vetusto Instituto Histórico e Geográfico, bem como integrou a AAI – Associação Alagoana de Imprensa, além de outros sodalícios ligados às letras. Miguel Vassalo Filho soube aproveitar seu tempo para escrever, realizar pesquisas e, sobretudo, historiar fatos de relevo local e, por que não dizer, nacional.

Dir-se-ia que sua participação na vida cultural de Alagoas fez valer sua inteligência em prol do bem comum. Miguel Vassalo Filho foi um eterno apaixonado pela História e, por isso, frequentava bibliotecas e livrarias à procura de adquirir livros que dessem conteúdo às suas pesquisas. Escreveu sobre a saga de Tiradentes e sentenciou: “Laurentino, o Brasil teve um Tiradentes que arrancou a nossa independência com a sua coragem e seu civismo”.

Descanse em paz sua bondosa alma!

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