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Depois de uma história de quedas recentes, o real deixou-se bater pelo dólar na ordem de 3 para 1. A marca não é uma novidade, se considerarmos a tendência manifesta, há tempos, sobre a fragilidade do real ? no que pese a propaganda governamental que o insiste em apresentá-lo como ?moeda forte?. Por volta das 15 horas da sexta-feira (26 de julho), o dólar chegou a ser vendido por R$ 3,031. Embora o alcançar dessa marca fosse uma questão de tempo, a relação ?três para um? passou a ser identificada como uma barreira psicológica, o acender da luz vermelha. Barreira rompida, a psicologia do mercado manifestou-se na forma de mais temores, tremores e declarações decepcionadas sobre a política do governo federal e do ministro Pedro Malan. A vida continua. Com as manobras costumeiras (o governo despejou 220 milhões de dólares em leilão de linha externa), no fim da tarde o dólar estava valendo R$ 2,995. Estariam recompostas as esperanças? As preocupações continuam, independentemente da ?barreira psicológica? ter sido maquiada para um pouco abaixo dos 3x1. As razões das preocupações são óbvias. Ninguém confia na política econômica do governo federal. Nesses anos todos, o sangramento desbragado dos recursos brasileiros financiaram a fachada da estabilidade monetária ao custo dos alicerces da riqueza nacional. Privado desenvolvimento, o Brasil foi sendo minado em seu futuro. Hoje, esse futuro é cobrado como o presente e o governo está sem respostas antes mesmo de terminar sua dupla gestão. O mercado está inseguro com o atual governo, desconfia do parceiro enquanto esse arruma suas malas. Essa é a questão. Não adianta tentar explicar a alta do dólar e do risco-Brasil pela possibilidade de um candidato da oposição ganhar a presidência. Essas são responsabilidades das autoridades que ainda estão no poder e não de quem quer que venha a ocupá-lo. Os titulares no comando da política econômica brasileira estão chamados a confirmar suas capacidades reais para administrar o fim da farra que iniciaram.

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