Opinião
Sem corrup��o
Ao participar do 4º Fórum Global de Combate à Corrupção, sediado no Brasil, um diretor do Banco Mundial enalteceu este País como um dos que mais buscaram combater o problema, destacando o aumento do número de ouvidorias, a maior transparência do contratos governamentais e a realização de mais concursos públicos. Ao mesmo tempo, ele citou de um estado realizado pela instituição, com empresários da América Latina, Leste europeu e Ásia, comprovando que, apesar da estabilidade macroeconômica, o nível de corrupção nesses locais continuava alto. E acrescentava, dizendo que o impacto entre o grau de corrupção de um governo e a renda per capita da população segue uma direção única. ?Se melhora o controle da corrupção, há o aumento da renda. Mas não vice-versa?. Estamos tratando de uma das questões mais antigas e graves do planeta, cujos efeitos, como a pobreza, a miséria e a violência, são conhecidos e sentidos pelas nações mais prósperas às mais atrasadas do mundo. E sabemos que somos um dos países que não podem deixar de avançar no enfrentamento deste desafio. As pessoas que cobraram ética na política num evento que reuniu empresários e políticos ? incluindo governadores e parlamentares, na Bahia, no início da semana, como mostramos na edição de terça-feira ? deram mais uma das maiores contribuições para o presente e o futuro do povo brasileiro. Reações e mobilizações são cada vez mais necessárias, para que, inclusive, resultem numa ampla e ideal reforma política, para o Brasil ter motivos de comemorar avanços maiores dos que os registrados até agora, no combate aos desmandos, sobretudo, nos órgãos públicos. Este desafio que é tido como uma das principais causas das mazelas já citadas e outras, entre as quais o descrédito em relação aos políticos e às instituições que eles representam.