Opinião
Pol�tica e �tica
Quem já imaginou, ou ainda imagina, que o nível de escolaridade das pessoas, especialmente na seara da política partidária, contribui para o surgimento de pelo menos um razoável número de projetos bem elaborados e destinados ao atendimento dos interesses da população tem colecionado não poucas decepções. Há políticos iletrados que correspondem às expectativas do eleitor e há até cientistas que não costumam agir pelo bem comum. São incontáveis os fatos, em nosso Estado e alhures, de eleitores apostarem todas as fichas nos candidatos de sua preferência e se arrependerem, até antes dos destinatários de seus votos tomarem posse. Não fosse assim, o povo alagoano seria um dos que mais se orgulhariam no mundo com seus representantes, em vários lugares mantidos com os recursos públicos e que são palcos preparados para a melhor atuação possível de governantes e legisladores. Em 2006, quando houve, em todo o País, a mais recente oportunidade do eleitorado eleger o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais, os alagoanos mandaram para a Casa de Tavares Bastos, então com 27 membros (agora são mais com os suplentes ocupando as vagas dos parlamentares afastados em decorrência da ?Taturana?), pelo menos 16 donos de diploma de nível superior e a maioria com formação em Direito. Existem ainda possibilidades da atual legislatura, no histórico e outrora casarão rosado da Praça da Catedral, resgatar e procurar manter restaurada a imagem da instituição de quase dois séculos de existência. Uma passada larga acaba de ser dada para que isso aconteça, que foi a criação da sua provavelmente primeira Comissão de Ética, cujos primeiros trabalhos devem ser de combate e prevenção às diversas, antigas e modernas formas de corrupção e de como produzir escândalos impunes.