Opinião
Recursos da Sa�de
A população alagoana continua entre as que mais sofrem com as deficiências dos serviços na área de Saúde mantidos exclusivamente com recursos públicos. Problemas esses que pioram com as paralisações frequentes promovidas pelas diversas entidades representativas de médicos e de outras categorias do setor, por vários motivos, sendo os principais ligados às condições de trabalho e aos salários. Os males causados por estes e outros motivos de crises quase sem paradeiro na maior parte dos meses de cada ano. Mesmo depois da implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), que é, inegavelmente, uma das maiores conquistas do País, as carências dos brasileiros nessa área aumentam até quando há registros de melhorias nos repasses de verbas da União para exames, internações e medicamentos pelas instituições gestoras do SUS. Não precisamos sair para outro Estado se quisermos constatar que a afirmativa é verdadeira. Até porque, conforme vimos há poucos dias, os sindicatos dos médicos e dos estabelecimentos de saúde particulares e filantrópicos chegaram a denunciar, exibindo os números do Ministério da Saúde, a existência do que chamaram de ?sobras? de parte dos recursos reforçados para a assistência médica de média e alta complexidade do povo alagoano em 2008. Justamente quando fomos contemplados com maior quantidade de verba do SUS liberado pelo governo federal após as greves dos médicos que se espalharam pelo Nordeste. Só podemos considerar das mais oportunas, portanto, a notícia de que o Ministério Público Federal (MPF/AL) e o Ministério Público Estadual (MPE) em Alagoas ajuizaram uma ação civil pública com pedido de liminar contra o Estado e a União, a fim de que seja garantido o investimento de no mínimo 12% da receita em ações e serviços de saúde, de acordo com a obrigação prevista na Emenda Constitucional nº 29/2000.